Há algo sobre as montanhas-russas que me encanta.

Não sei quando foi que comecei a pensar assim, mas sempre considerei a vida como sendo uma delas.

Primeiramente, a fila. A vontade de cometer uma loucura, a busca de uma companhia para fazer isso contigo, a impaciência na fila — não só pela demora, mas também pelo frio na barriga que não para de aumentar. Náuseas começando a aparecer, a vontade de desistir aumentando… E você se mantendo ali, de pé, persistindo num possível erro.

Chegou a sua vez. Um misto de alívio, ansiedade, vários sorrisos jogados ao vento e você constantemente se perguntando “por que eu estou fazendo isso?”. Você olha ao seu redor enquanto busca um assento, todas aquelas pessoas também embarcando na aventura conseguem aumentar um pouco a sua coragem. “Já cheguei até aqui, não faz sentido desistir agora.”

Você se acomoda. O supervisor passa conferindo cadeira por cadeira, dando as últimas instruções. Você olha para o lado, faz uma piada boba e ambos riem — de nervosismo, é claro. Após alguns segundos indefinidos, começa a subida. Todas as chances de desistir ficaram para trás.

A agonia da subida. Um minuto facilmente torna-se uma hora. Você fecha os olhos e se pergunta repetidamente o motivo daquilo tudo. Quando surgiu essa ideia. Fecha os olhos, bem apertados, e segura algumas lágrimas que querem sair. Balança os pés, segura forte nos apoios e…

Os gritos começam. Alguns levantam os braços de início, encarando o baque de uma vez só, outros levam um tempo até se acostumarem, afinal, quanto tempo realmente dura um percurso em uma montanha-russa, não é? Você abre os olhos rapidamente, os fecha na mesma velocidade, solta uma mão, depois outra, agarra novamente o banco e começa a rir.

Gargalhar. Toda a espera, a impaciência e o medo vão se desfazendo a cada gargalhada solta ao vento. Você grita. É uma sensação maravilhosa, você tenta se lembrar quando foi a última vez que se sentiu assim e não consegue achar um momento e… por que está pensando tanto? Então, abre os olhos novamente, fecha, abre, aproveita e sorri.

Conforme você vai sorrindo, a volta vai chegando ao fim. O carro vai desacelerando. As pessoas vão ficando mais calmas, até que tudo para. Você desce, seus pés finalmente tocam o chão. A vontade é de continuar ali para sempre, porém lentamente você desce e caminha para o lado oposto ao brinquedo.

Você para. Olha para trás. Sorri. Fica feliz por não ter desistido, por ter cometido a loucura. Valeu a pena, apesar de tudo. Diante de agora, você vai buscar esse sentimento — sim, este que você está sentindo agora — em tudo o que você fizer. Não vai querer aceitar menos que isso, não há motivo para querer menos que isso. Você está irradiando vida.

Talvez meu encantamento pelas montanhas-russas seja pelo misto de sentimentos, por enfrentar medos, pelas borboletas no estômago. Não sei o momento em que criei esse laço tão grande com elas, muito menos como, mas posso afirmar com toda a certeza de que elas são o mais próximo do meu conceito de “vida”.

Já faz tempo, porém, que não visito um parque de diversões.

Despeço-me neste parágrafo acompanhada de três coisas: uma promessa de textos menores, a calma de quem já andou em montanhas-russas maiores do que achou que seria capaz e a esperança de que uma nova delas não demore muito para entrar em sua vida.

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Às vezes a vida nos surpreende.

Hoje perdi a hora. Acordei me sentindo mal, febril e com enjoo. Pulei da cama quando me dei conta do horário, mas não sem antes pensar que aquelas duas horas de atraso seriam adicionadas às inúmeras horas de estágio que precisarei repor.

Corri para baixo do chuveiro e me vesti com uma rapidez sem igual. Saí correndo e, enquanto eu fazia o trajeto diário de quatro quarteirões até o ponto de ônibus, começou a chover. Obviamente eu havia deixado o guarda-chuva em casa.

Cheguei no ponto de ônibus. Este demorou mais do que o normal para chegar, lógico. Todos os pensamentos positivos para o meu dia foram se esgotando na medida em que a água da chuva entrava pela janela do ônibus e molhava minha roupa — jeans claros e camiseta branca.

Foi então que um senhor passou pela catraca e sentou no lugar vago, exatamente na minha frente. Olhou para mim e perguntou se eu estava indo para a universidade e qual curso eu fazia. Enquanto eu o respondia, ele colocou uma sacola no colo, tirou duas folhas dela e me deu.

“Certa vez eu entreguei isso para uma jovem que estava indo para a universidade também. Ela amassou e jogou fora. Tadinha, essa nunca vai conhecer nada na vida.”

Ele se levantou e foi embora. Peguei as folhas para ler. Eram poesias. A Interpretação do Lindo, O Jardim da Vida e Meu Ranchinho. Todas assinadas por um tal de Hildeberto Rubin Alessio — certamente o nome do senhor que conversou comigo.

Sorri para mim mesma, levantei e desci do ônibus no mesmo ponto de sempre.

Olhei para o céu.
A chuva havia parado.

Sobre desapegos e dias melhores

Não sinto vontade de escrever há quase dois anos completos.

Os indícios de que as coisas não vão muito bem internamente são sutis, daquelas coisas que ninguém além de você mesmo consegue notar: eu me afasto do que faz a minha alma se expressar. Neste caso, fotografia e literatura.

Passei por muitas coisas desde a última vez que inventei de jogar as palavras em um texto. Muitas mesmo. Amei, sorri, viajei, chorei, tive crises, me fechei, me abri, me decepcionei, me surpreendi, mas, principalmente, mudei. E foi uma mudança em especial que me trouxe aqui.

de·sa·pe·go |ê|
(derivação regressiva de desapegar)
substantivo masculino
1. Facilidade em deixar aquilo a que se tinha apego.
2. Indiferença, desinteresse.

Há um pouco mais de duas semanas, eu e minha família mudamos de casa. Sou movida por diversas coisas, e uma delas é a luz. Esta casa é iluminada, dessas que fazem a gente acordar todos os dias com suaves raios de sol no nosso rosto – justamente o oposto da casa anterior. E isso afeta diretamente meu humor, minha esperança diária e a leveza com que encaro a vida.

Ontem terminaram de montar meu guarda-roupas novo. Na hora de guardar os meus pertences, notei que eu acumulava muito mais coisas do que o necessário pelo simples fato dessas coisas acumularem lembranças – que na verdade não estão nelas, mas sim na nossa cabeça e no nosso coração.

Papéis da época de colégio, cartinhas antigas, cartões que não faziam mais sentido, fichários, agendas antigas (eu tinha todas desde a segunda série do ensino fundamental), carteirinha de estudante de todos os anos desde a quinta série, aquele bilhetinho-que-fulana-me-deu-numa-ocasião-especial… Tudo isso ocupando espaço e servindo intencionalmente de âncora que não me permitia deixar o passado ir embora pelo simples fato de que eu tinha medo de me livrar dele. Anos de vida acumulados em objetos que não fazem mais sentido.

Peguei uma grande sacola, algumas caixas da mudança e joguei tudo (certo, quase tudo) neles. Anos de vida, de energia acumulada, de lembranças e medo de esquecimento do passado jogados fora em um simples ato, num simples dia, desocupando espaço do meu guarda-roupa e de dentro de mim. Agora resta, apenas, minha coleção (sempre crescente) de cartões-postais, minhas roupas e sapatos (que num futuro não-tão-distante sofrerão sua limpa também). O necessário.

Para quem vê de fora a atitude pode ser meio boba, meio óbvia, meio sem sentido, mas pense comigo: estou aqui, escrevendo, depois de quase dois anos completos sem colocar um sentimento nas palavras em que eu usava cotidianamente. Isto deve significar algo.

Dias melhores estão por vir.

Sobre Carlo e sua Branca

Hoje, saí de casa para ir à aula, como de costume. Estava apreensiva pela prova que eu ia ter, pois não sabia o conteúdo.

O dia estava lindo, ensolarado e quente. Esperei o ônibus e entrei nele, como faço todos os dias. Felizmente, consegui um lugar para sentar, pois estava muito cheio e eu estava com a mochila muito pesada.

Minutos depois que eu havia conseguido um lugar, entra um rapaz pela porta dos fundos, cheio de bagagens e pedindo para alguém passar o cartão para ele na catraca. Uma mulher se voluntariou e ele pagou a ela o valor da passagem. Deixou sua grande bagagem perto de mim e foi até a catraca passar.

Quando ele volta para o seu lugar, começa a conversar. A senhora que estava ao meu lado interage com ele, e ambos se falam em espanhol. Como não sei o idioma, apenas observo e tento entender algumas palavras.

Quando a senhora desce do ônibus, ele senta ao meu lado. Juntos, tentamos conversar em “portunhol”. Seu nome é Carlo, e ele é da Colômbia. Sua cachorrinha, que estava com ele em uma das mochilas, é do Equador e se chama Branca. Ele disse que está no Brasil há 15 dias, e pretende ficar seis meses para conhecer o máximo que puder do país.

Entre nossa conversa até o terminal de ônibus para o qual estávamos indo, perguntei a ele para onde ele pretende ir depois que visitar todo o Brasil. Com um sorriso, ele responde que não sabe, e com um perfeito português diz “hoje que importa, não amanhã. É sempre o hoje.”

No terminal, ele pede para eu cuidar das coisas dele. Quando volta, conversamos mais um pouco. O outro ônibus chega, subimos e aviso para ele onde fica a rodoviária. Dois pontos depois, eu desço. Ele agradece, diz um “prazer em conhecê-la” em espanhol, eu respondo o mesmo e digo boa viagem.

Desço para ir para a aula e ele continua na sua viagem pelo mundo.

E assim, foi mais um dia na minha vida de ônibus. (:

Para ficar bem

Um novo mês se inicia — e em uma sexta-feira, ainda por cima! (:

Para trazer bons fluidos para agosto, deixarei aqui algumas das imagens que sempre me fazem bem (costumo vê-las enquanto escuto kirtans, mas deixarei isso para outro post).

“Não há caminho para a felicidade… A felicidade é o caminho.”

“Coisas boas irão acontecer”

“Hoje é um novo dia. Um novo começo. Substitua qualquer negatividade com positividade. Pense em coisas boas”

“Você não pode ter sempre o que você quer, mas se você tentar às vezes, você pode pode encontrar o que você precisa” – The Rolling Stones

“Dias felizes estão aqui novamente”

“Todos os dias podem não ser bons… Mas há algo de bom em todos os dias.”

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E por fim…

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“Hoje é o dia” (:

Beijo e muita luz pra vocês. (:

Where The Hell Is Matt?

Uma vez, no terceiro ano do ensino médio, meu professor de biologia, ao final de uma aula, colocou dois vídeos para a minha turma ver. Agradeço a ele até hoje por isso, e é sobre isso que será este post.

Matt Harding é um americano qualquer que tem como profissão ser um designer de games.

Ou melhor: ele seria um americano qualquer se não tivesse viajado pelo mundo gravando vídeos enquanto dançava.

Este foi o primeiro vídeo que ele fez, enquanto viajava por aí em 2003 e 2004:

Depois de um tempo, um empresário, dono de uma marca de gomas de mascar, viu o vídeo, adorou a ideia e patrocinou mais uma viagem! Este foi um dos vídeos que meu professor mostrou para a turma:

Após isso, acredito que ele tenha conseguido mais patrocínios, pois não sei como ele gravou os outros vídeos. Este, o de 2008 (que também foi mostrado pelo meu professor), é de longe o meu favorito dos vídeos dele — e o meu vídeo predileto da internet inteira.

Todas as pessoas dançando juntas, os sorrisos, a música, a harmonia, os lugares, a paz… dá até pra restaurar a fé na humanidade, não dá?

Quem quiser ver mais coisas dele pode ir até o site ou ver o seu canal no Youtube (:

Beijos e até mais!

Ajude causas ao redor do mundo através de um click!

Olá!

Hoje vim falar de algo diferente do que costumo falar, porém muito mais útil hahaha

Sabe quando vocês entram em sites e aparecem muitos banners de patrocinadores, como forma de gerar dinheiro a cada click? Os sites da Greater Good funcionam da mesma maneira. Entretanto, o dinheiro é revertido para várias causas nobres — e tudo o que você precisa fazer para colaborar é clicar, uma vez por dia, em cada banner (ou no que mais lhe agradar).

Quer ajudar a combater a fome e a pobreza? Clique aqui.

Quer ajudar, talvez, mulheres que precisam fazer mamografias mas não têm dinheiro para pagar? É só clicar aqui.

Ajudar animais resgatados? Aqui.

Quer contribuir para que veteranos de guerra americanos possuam uma casa e não passem mais fome? Clique aqui, então!

Ajudar uma criança com autismo? Aqui.

Ajudar a contribuir fundos para a pesquisa da cura do Alzheimer parece legal? Então clique aqui.

Contribuir para as pesquisas sobre diabetes? Aqui!

Dar um livro para uma criança lhe parece uma boa ideia? Então venha aqui.

Para proteger a casa de animais silvestres, clique aqui!

Ao entrar nos links acima citados, tudo o que você precisa fazer é clicar no “click here! – It’s FREE”. (:

Espero que tenham gostado.
Até mais!